Empresária e familiares são presos suspeitos de movimentar R$ 28 milhões com ‘jogo do tigrinho’ no Paraná

21/05/2026 11H04



Uma empresária de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, o companheiro dela e a mãe foram presos na manhã desta quinta-feira (21) suspeitos de movimentarem mais de R$ 28 milhões em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à divulgação de plataformas ilegais de apostas online, conhecidas como “jogo do tigrinho”.

Segundo a Polícia Civil (PC-PR), eles são suspeitos de usar influenciadores digitais para atrair apostadores e divulgar as plataformas nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.

Conforme a investigação, os divulgadores recebiam dinheiro de acordo com a quantidade de novos usuários cadastrados e os valores apostados nas plataformas.

A polícia também identificou o uso de “contas demo”, contas falsas usadas para mostrar ganhos altos e rápidos aos usuários. A suspeita é de que a estratégia servia para enganar consumidores e incentivar novas apostas com dinheiro real.

Investigações

As investigações começaram após a Polícia Federal repassar informações sobre movimentações financeiras consideradas suspeitas.

Durante a apuração, a Polícia Civil identificou mais de R$ 28 milhões movimentados entre contas de pessoas físicas e empresas ligadas ao grupo.

Segundo a corporação, também há indícios de transferências fracionadas entre familiares e uso de empresas para esconder a origem do dinheiro, práticas consideradas típicas de lavagem de dinheiro.

Além das três prisões preventivas, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais e comerciais de Francisco Beltrão. Também foram bloqueadas contas bancárias e sequestrados bens dos investigados.

Eles podem responder por lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar, associação criminosa, crimes contra a economia popular, crimes contra o consumidor e publicidade enganosa.

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