Falso advogado, fornecedor e funcionário de banco; três golpes de estelionato foram registrados no mesmo dia em Prudentópolis

08/08/2026 11H44



Três ocorrências de estelionato foram registradas nessa sexta-feira (7) em Prudentópolis, envolvendo diferentes modalidades de golpes. Em dois dos casos, as vítimas realizaram pagamentos ou tiveram valores movimentados após serem enganadas por criminosos durante contatos virtuais.

Um dos casos envolveu uma mulher que possui uma ação trabalhista a receber do Estado e é representada por um escritório de advocacia de Irati. Segundo o relato à Polícia Militar, ela recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um homem que se passou por seu advogado.

O golpista afirmou que os valores da ação estavam prestes a ser liberados, mas que seria necessário o pagamento antecipado de custas processuais. Induzida ao erro, a vítima compartilhou a tela do celular e realizou um PIX de R$ 3.499,99.

Na sequência, o criminoso solicitou o contato de um familiar, alegando que ainda havia outras taxas pendentes. A filha da vítima recebeu uma ligação de um homem que se apresentou falsamente como juiz. Seguindo as orientações do golpista e com a tela do celular compartilhada, ela acessou sua conta do Mercado Pago, contratou um empréstimo de R$ 1.066,00, correspondente ao limite disponível, e transferiu o valor via PIX.

O criminoso ainda tentou obter contatos de outros familiares para solicitar mais dinheiro, mas a vítima desconfiou e entrou em contato diretamente com o escritório de advocacia, que confirmou não ter feito qualquer solicitação de pagamento.

Falso fornecedor aplica golpe em pizzaria

Outro caso ocorreu em uma pizzaria localizada no Centro de Prudentópolis. O responsável pelo estabelecimento relatou à polícia que recebeu uma ligação de um homem que se identificou como Allan e afirmou ser fornecedor de bebidas.

Acreditando estar negociando diretamente com um fornecedor, o solicitante adquiriu mercadorias pelo valor de R$ 1.480,00, realizando o pagamento via PIX.

No momento da entrega, porém, o verdadeiro proprietário das bebidas compareceu ao estabelecimento e informou que somente descarregaria os produtos após a confirmação do pagamento. Foi então que a vítima percebeu que havia sido enganada.

Segundo o relato, o homem que realizou a negociação teria se passado por fornecedor para intermediar fraudulentamente a venda.

Golpista se passa por funcionário de banco

O terceiro caso envolveu um homem de 52 anos, que relatou ter recebido uma suposta comunicação de seu banco informando que sua conta havia sofrido uma tentativa de invasão e, por isso, estaria bloqueada.

Logo depois, ele recebeu uma ligação e mensagens pelo WhatsApp de uma pessoa que se apresentou como representante da instituição financeira. O golpista tentou induzi-lo a instalar um programa no celular, supostamente destinado à proteção da conta.

Durante o contato, a vítima também foi orientada a compartilhar a tela do aparelho e fornecer um código de verificação do cartão.

A instalação do programa não foi concluída, momento em que o homem desconfiou que se tratava de um golpe e encerrou o contato. Ao verificar o aplicativo bancário, porém, constatou que haviam sido realizadas duas compras em seu cartão: uma no valor de R$ 2.549,88, parcelada em duas vezes, e outra de R$ 49,88.

A vítima bloqueou a conta e o cartão para impedir novas movimentações.

Polícia orienta vítimas


Nos três casos, os boletins de ocorrência foram confeccionados e as vítimas receberam orientações sobre as providências cabíveis junto às instituições financeiras e à Polícia Judiciária.

No primeiro caso, comprovantes das transferências e capturas de tela das conversas foram anexados ao registro policial.

Os casos servem de alerta para a população sobre golpes que utilizam falsos advogados, fornecedores e funcionários de instituições financeiras para conquistar a confiança das vítimas e obter dinheiro ou acesso às suas contas.

A orientação é desconfiar de solicitações urgentes de pagamento, não compartilhar a tela do celular, senhas ou códigos de segurança e sempre confirmar a identidade do suposto profissional diretamente pelos canais oficiais da empresa ou instituição envolvida.

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