Golpista se passa por médico, engana hospital de Laranjeiras do Sul para conseguir dados de pacientes e dá golpe em familiares

08/09/2026 13H42


A filha de um paciente do Hospital São Lucas de Laranjeiras do Sul, na região central do Paraná, perdeu R$ 554 em um golpe após o estabelecimento também ser enganado pelo criminoso e confirmar dados pessoais de internados.

A situação aconteceu no sábado (5). A Polícia Militar (PM) foi acionada e registrou a ocorrência. Em nota, a Polícia Civil disse que está investigando o caso e que está colhendo as informações preliminares a fim de identificar o suspeito.

Segundo a Polícia Militar (PM), um homem ligou para o hospital se passando por funcionário da Central de Leitos e, usando um nome de médico, pediu a uma funcionária que confirmasse dados de pacientes que aguardavam na fila de regulação.

A Central de Leitos é o serviço do Sistema Único de Saúde (SUS) que gerencia, organiza e distribui as vagas de internação hospitalar, UTIs e transferências de pacientes.

Após o hospital confirmar os dados pessoais dos internados, familiares começaram a receber mensagens e ligações do mesmo número. Nelas, o golpista se apresentava como o mesmo médico e pedia transferências em Pix para supostamente pagar medicamentos que, segundo ele, o Sistema Único de Saúde (SUS) demoraria três dias para fornecer.

Pelo menos três pessoas foram contatadas, e uma delas fez o pagamento. A vítima só percebeu se tratar de um golpe depois que o criminoso pediu um novo Pix e a outra instituição bancária não aceitou fazer a transação.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde reforçou que o SUS é gratuito e não realiza cobranças por consultas, exames, cirurgias ou serviços de regulação.

"A Secretaria mantém a campanha 'Se cobrou, tá errado. O SUS é gratuito' e orienta pacientes e instituições a não efetuarem pagamentos nem fornecerem dados em contatos suspeitos. Denúncias podem ser registradas na Ouvidoria da Sesa, pelo telefone 0800 644 4414. A Sesa reforça que o hospital citado é prestador de serviço e não uma unidade própria da Secretaria de Estado da Saúde".

Mesmo golpe meses antes

Quatro meses antes o mesmo golpe foi aplicado na cidade de Toledo, no oeste do Paraná, usando o nome do mesmo médico.

O modus operandi também foi semelhante: o golpista se passou pelo profissional e contatou pacientes internados em cuidados paliativos em unidades da rede municipal de saúde pedindo transferências para supostamente pagar por remédios urgentes.

Na época, a prefeitura municipal emitiu uma nota oficial destacando que nenhuma unidade básica de saúde, pronto-atendimento ou hospital público está autorizado a solicitar pagamentos "por fora", seja para consultas, medicamentos, exames ou procedimentos.

"Pedidos de transferência via Pix, especialmente em situações de urgência e pressão emocional, são indicativos de golpe. Entre os argumentos utilizados pelos criminosos estão a compra de medicamentos de última hora, pagamento de exames particulares urgentes ou taxas para procedimentos", ressaltou.

A orientação é que, em caso de tentativa de cobrança, a pessoa entre em contato com a unidade de saúde por canais oficiais para comunicar a situação e confirmá-la.

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