Jornada da Produtividade: Unicentro leva inovação e transformação digital às indústrias da região

02/07/2026 16H06

Por meio da Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável e de Inovação (Ageuni), a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) está levando inovação, tecnologia e soluções estratégicas às indústrias da região. A universidade coordena, em Guarapuava, a Jornada da Produtividade e o Caminho da Digitalização, oferecendo atendimento gratuito a 46 empresas de 14 municípios.

O Programa Jornada da Produtividade é desenvolvido pelo Governo do Paraná por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital, em parceria com as sete universidades estaduais, o Sistema Fiep/Senai e a Fundação Araucária.

Segundo o coordenador do projeto na Unicentro, professor David Chacón Alvarez, a proposta é aproximar o conhecimento produzido nas universidades das necessidades reais das indústrias do Paraná. “Queremos que essas empresas se tornem mais eficientes, competitivas e alinhadas aos conceitos da Indústria 4.0, baseada na integração de tecnologias digitais e automação industrial”, explica o docente do departamento de Engenharia de Alimentos.

Na Unicentro, o trabalho é realizado por uma equipe de seis bolsistas graduados: quatro Agentes de Eficiência Produtiva (AEPs), que acompanham as empresas e utilizam estratégias baseadas em dados para aprimorar gestão e processos, e dois Agentes de Implementação Tecnológica (AITs), responsáveis por mapear oportunidades de inovação e acompanhar a implantação de soluções tecnológicas.

O trabalho é desenvolvido em quatro etapas. Inicialmente, a equipe identifica os desafios e oportunidades da empresa. Depois, o empresário escolhe qual área deseja aprofundar – clientes, fornecedores ou concorrentes – e, nas etapas seguintes, recebe relatórios e informações estratégicas que auxiliam na tomada de decisões.

Entre os especialistas que integram a equipe está o engenheiro elétrico Hugo Fernando Magalhães de Figueiredo, responsável por identificar gargalos operacionais, apontar oportunidades de aprimoramento e propor soluções baseadas em: automação industrial, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e sistemas inteligentes de monitoramento e análise de dados. “Essas ferramentas permitem uma tomada de decisão assertiva, redução de custos operacionais e maior confiabilidade nos processos produtivos”, aponta o engenheiro.

Segundo ele, participar da Jornada tem permitido utilizar a experiência de mais de 15 anos para promover resultados concretos. “É gratificante poder aplicar esse conhecimento de forma estratégica dentro do programa e perceber que esse trabalho contribui para a evolução do setor industrial paranaense, tornando-o cada vez mais moderno, eficiente e competitivo”.

Os impactos da Jornada também são percebidos pelas empresas atendidas. A empresária Fabíola Podolan, da Remapel Comércio de Papéis, do município de Pitanga, conta que o acompanhamento técnico trouxe uma nova perspectiva. “Durante todas as visitas à fábrica, avaliamos cada uma das etapas dos nossos seis processos produtivos. Em cada uma delas, conseguimos identificar oportunidades para aumentar a produtividade e buscar mais rentabilidade por meio da produção por inovação”, relata.

A empresária destaca ainda que o contato com novas tecnologias ampliou sua visão sobre o negócio. “Minha experiência foi espetacular. Os agentes trouxeram uma gama de conhecimento que me ajudou a melhorar minha visão de negócio, mostrando tecnologias e complementos para as máquinas que eu não conhecia”. Para ela, acompanhar essa transformação é essencial. “A tecnologia e a inovação cresceram muito nos últimos anos, especialmente nos setores que transformam um produto em outro durante o processo produtivo industrial”, finalizou a empresária.

Por Poliana Kovalyk

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