Jovem que pegou carona por aplicativo e desapareceu fez último contato com a família três horas antes de morrer em acidente, no Paraná

23/09/2026 14H52

A jovem Amanda Marcondes de Oliveira conversou pela última vez com a própria família na noite de segunda-feira (21), cerca de três horas antes de morrer em um acidente na BR-277 em Fernandes Pinheiro, na região central do Paraná.

Por ela estar viajando de carona pelo aplicativo BlaBlaCar e não fazer mais nenhum contato, os familiares chegaram a pedir ajuda nas redes sociais a anunciando como desaparecida até saber do acidente — o que só aconteceu na noite de terça (22).

De acordo com as informações, a social media saiu de Cascavel sentido Curitiba na segunda e o último contato que fez com a família foi às 22h23. Naquele momento, ela informou que passava por Candói, cidade que fica aproximadamente a 188 km de Fernandes Pinheiro.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o carro em que ela estava bateu de frente com um caminhão por volta da 1h25, enquanto chovia intensamente na rodovia.

Além de Amanda, também estavam no veículo a professora Daniele Borges de Souza Lima, de 41 anos, e o pedreiro Demetrio Moreno, de 38.
Nas redes sociais, em uma das postagens sobre a jovem, a sogra de Daniele comentou que a professora era a motorista do carro, que deixou o marido e quatro filhos, e lamentou pelo acidente.

As causas do acidente estão sendo investigadas. De acordo com o delegado Lucas Faria, responsável pelo inquérito, a princípio os indícios apontam que a motorista perdeu o controle da direção e atingiu o caminhão.

"Neste momento de dor, nossos sentimentos estão com as vítimas e seus familiares. Desde que tomamos conhecimento do caso, estamos colaborando com as autoridades responsáveis pelas investigações e em contato com os familiares para oferecer nosso apoio e assistência", disse a empresa.

A social media Amanda Marcondes de Oliveira era natural de Cascavel e morava em Curitiba. Ela foi cremada no início da tarde desta quarta-feira (23) em Ponta Grossa.

A professora Daniele Borges de Souza Lima era natural de Goioerê e também morava em Curitiba. Ela será sepultada no cemitério vertical da capital no final da tarde desta terça (23).

O pedreiro Demetrio Moreno era natural de São Jorge do Oeste e morava em Saudade do Iguaçu. Ele será sepultado na quinta-feira (24), no cemitério da cidade onde morava.

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