Paranaense é preso suspeito de participar de mega-assalto a bancos no Paraguai; polícia apreende armas, coletes e munições

19/06/2026 13H11

Um brasileiro e dois paraguaios foram presos nessa quinta-feira (18), no Paraguai, suspeitos de envolvimento no mega-assalto a bancos e uma casa de câmbio ocorrido na madrugada de terça-feira (16), em Santa Rita, cidade localizada a cerca de 70 quilômetros da fronteira com o Brasil.

As prisões aconteceram durante uma operação policial em uma residência no bairro Loma III, em Minga Guazú, a creca de 30 quilômetros de Foz do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Paraguai. A ação faz parte das investigações sobre o ataque que mobilizou mais de 20 criminosos armados e é considerado pela imprensa paraguaia um dos maiores assaltos da história do país.

Entre os presos está o brasileiro Emanuel Cidade Campos, de 23 anos, natural de Apucarana, no Norte do Paraná. Segundo a polícia paraguaia, o brasileiro possui antecedentes criminais no Brasil por roubos agravados e tráfico de drogas.
Também foram detidos Leandro Alfredo Portillo Achucarro, de 30 anos, que tinha um mandado de prisão em aberto por roubo com resultado de morte ou lesão grave, e Adriana Barboza Balmori, de 34 anos.

Durante a operação, os policiais apreenderam diversos objetos que podem ter sido utilizados pela quadrilha. Entre os materiais encontrados estavam cinco coletes balísticos reforçados com placas metálicas, uma espingarda calibre 12 com 15 munições, cinco dispositivos do tipo miguelito, duas balaclavas, luvas, celulares, cartões bancários, documentos e dinheiro em espécie.

Até o momento, a polícia não divulgou o valor levado pelos criminosos, mas estima que o prejuízo seja de milhões de guaranis. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e recuperar parte do dinheiro roubado.

As autoridades paraguaias consideravam a participação de brasileiros na ação porque testemunhas relataram ter ouvido integrantes da quadrilha falando português durante o ataque.

“São pessoas que atuam no Paraguai, brasileiros junto com paraguaios para realizar esse tipo de ação. Alguns vivem no Paraguai”, afirmou Carlos Alberto Dure Rios, chefe do Comando Tripartite.

A polícia também apura uma possível ligação dos suspeitos com organizações criminosas brasileiras.

José Cuevas Yegros e Ramon Leonardo Bogado, ambos paraguaios, foram presos na quarta-feira (17).
As prisões aconteceram durante operações realizadas pela polícia paraguaia na cidade de Emboscada, na região de Caacupé, próximo à capital Assunção. Segundo a policia, os suspeitos foram encontrados durante buscas em residências ligadas à investigação.

Além das prisões, os agentes apreenderam celulares e uma mochila que podem ajudar a esclarecer a participação dos detidos no crime. Os materiais foram encaminhados ao Ministério Público paraguaio para análise.

Relembre o mega-assalto

O ataque aconteceu na madrugada de terça-feira (16), quando mais de 20 criminosos armados invadiram as agências dos bancos Familiar, GNB e Ueno, além de uma casa de câmbio. O grupo utilizou explosivos, rendeu policiais e funcionários e, durante a fuga, incendiou veículos e espalhou miguelitos pelas ruas para dificultar a perseguição.

Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, a ação foi planejada para dificultar qualquer reação das forças de segurança. Durante o ataque, quatro policiais que realizavam patrulhamento foram cercados pelos criminosos. Um dos agentes teve a arma e um fuzil da corporação roubados. Os outros policiais conseguiram se abrigar e houve troca de tiros.

Na fuga, os assaltantes incendiaram veículos em diferentes pontos da cidade e espalharam "miguelitos" — artefatos com pontas metálicas usados para furar pneus — nas principais vias de acesso.

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