Primeiro brasileiro a chegar ao topo do Monte Everest é paranaense

De Foz do Iguaçu para o lugar mais alto do mundo, Waldemar Niclevicz fez história para o Brasil ao concluir escalada em 1995

02/07/2021 14H12

O primeiro brasileiro a chegar ao lugar mais alto do mundo, o topo do Monte Everest, foi o paranaense Waldemar Niclevicz, de Foz do Iguaçu, no oeste do estado.

A conquista aconteceu em 1995. À época, o alpinista escalou todos os 8.848,86 metros da montanha. Niclevicz também foi o primeiro brasileiro a conseguir chegar ao topo do Everest duas vezes. A segunda expedição foi concluída em 2005.

"Em 2005, nós pegamos um atalho. Caminhamos 180 km por um vale desconhecido bem selvagem e lindo. Foi legal, porque eu conheci a montanha pelos dois lados. Se você escalar o Everest pelo lado sul ou pelo lado norte é como se fosse uma montanha completamente diferente", disse.

As expedições para o Everest podem durar até dois meses. Além do preço alto, os alpinistas precisam estar preparados para condições extremas, como baixas temperaturas e oxigênio escasso.

Tendo aceitado o desafio e vencido todas as dificuldades da escalada, Niclevicz disse que a chegada ao topo do Monte Everest mudou a vida dele.

"Esse ano tivemos cinco brasileiro lá no Everest, e cada uma dessas pessoas que continuam chegando ao alto do mundo passam por uma transformação. Foi apenas o início da minha carreira como profissional".

O alpinista paranaense começou a escalar montanhas na década de 1980. Depois do Everest, Niclevicz também se tornou o primeiro brasileiro a chegar aos locais mais altos de continentes como Antártida e Oceania.

Em 2002, ele escalou o Monte K2, no Paquistão. Apesar de ser a segunda montanha mais alta do mundo, a subida ao monte é considerada a mais difícil.

Agora, a meta é chegar ao topo de todas as montanhas do mundo com mais de 8 mil metros. Até agora, o alpinista escalou sete das 14 que existem em todo o planeta.

Colecionando conquistas em viagens pelo mundo todo, Niclevicz disse que se sente honrado e emocionado por representar o Brasil em cada escalada.

"A gente não ganha dinheiro, não ganha troféu. Já recebi amigos e jornalistas aqui em casa que perguntaram 'cadê as suas medalhas?'. Não sou jogador de futebol. Sou muito feliz de ter feito tudo o que fiz e continuar fazendo, porque essa história não parou até hoje", disse.

Fonte: G1 PR.


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