Recém-nascido é encontrado morto em banheiro de residência e pais são encaminhados à delegacia, em Pitanga

07/09/2026 11H54



Um recém-nascido foi encontrado morto na manhã desse domingo (6), por volta das 11h50, dentro do banheiro de uma residência localizada no bairro Pitanguinha, em Pitanga.

Segundo a Polícia Militar (PM), a equipe foi acionada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para prestar apoio em uma ocorrência de parto domiciliar. No local, os socorristas encontraram o bebê sem roupas, sobre um pano e próximo a uma vela acesa.

Foram realizadas manobras de reanimação, porém, sem sucesso. O óbito foi constatado pela equipe de atendimento. Conforme as informações repassadas à PM, o recém-nascido apresentava pele arroxeada, extremidades frias e o cordão umbilical rompido ou dilacerado.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Guarapuava, onde deverá passar pelos procedimentos necessários para esclarecer as circunstâncias da morte.

RELATOS APRESENTARAM DIVERGÊNCIAS

Durante o atendimento da ocorrência, o pai relatou aos policiais que teria prestado auxílio à esposa após ouvi-la pedir ajuda no banheiro e a acompanhado até a cama. Segundo ele, havia suspeitado anteriormente de uma possível gravidez devido ao volume abdominal, mas a mulher negava estar grávida.

Ainda conforme o relato, ao perceber posteriormente que o volume da barriga havia diminuído, ele retornou ao banheiro e encontrou o recém-nascido atrás do vaso sanitário. A mulher teria informado que confundiu o trabalho de parto com dores abdominais e que o bebê teria caído, já sem vida.

A PM também registrou divergências nos relatos apresentados sobre os horários dos acontecimentos. A mãe do homem, acionada para prestar auxílio, afirmou que já havia questionado a nora sobre uma possível gestação em outras ocasiões, mas que ela negava estar grávida e teria recusado atendimento médico.

A mulher foi posteriormente encaminhada ao hospital por uma conhecida. Segundo o registro policial, funcionários da unidade de saúde questionaram por que o recém-nascido não havia sido levado junto, ocasião em que teriam sido apresentadas declarações consideradas incompatíveis com a situação.

No hospital, a mãe apresentou uma versão diferente aos policiais. Ela alegou que vivia em uma situação de isolamento e restrição de liberdade imposta pelo companheiro e afirmou que teria pedido ajuda para ser levada ao hospital, mas que o pedido teria sido recusado.

A versão também foi questionada durante a apuração inicial, diante de informações de que a mulher mantinha contato por aplicativo de mensagens e teria utilizado o celular para solicitar transporte.

O Conselho Tutelar informou ainda à equipe policial a existência de denúncias anteriores envolvendo a mulher, relacionadas a supostos episódios de comportamento agressivo e negligência com outros dois filhos menores

CELULARES FORAM APREENDIDOS

Diante das divergências apresentadas durante o atendimento, o delegado da Polícia Civil responsável determinou a apreensão dos celulares do casal.

Os dois foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as medidas cabíveis. O caso deverá ser investigado para esclarecer as circunstâncias da morte do recém-nascido.

A causa da morte ainda deverá ser determinada pelos exames periciais.

Foto: reprodução/ilustrativa


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