
Com o objetivo de reforçar ainda mais as frentes da reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu, o Governo do Paraná aumentou em quatro vezes o número de pessoas privadas de liberdade trabalhando no município. Atualmente, são 46 presos atuando em colégios estaduais, CMEIs, Apae e destacamento da Polícia Militar, número que deve chegar a 59 pessoas nesta sexta-feira (14 de novembro de 2025) e que deverá crescer ainda mais.
Na segunda-feira (10), o governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou o reforço das ações de reconstrução com o envio de, em um primeiro momento, 14 presos da região de Guarapuava focados na limpeza e reconstrução do Colégio Estadual Ludovica Safraider, a unidade mais afetada pelo tornado.
Já na terça-feira (11), outros 16 se somaram aos esforços de reconstrução na cidade, vindos de unidades da região Oeste. Nesta quinta (13), mais 16 chegaram a Rio Bonito do Iguaçu e outros 10, que atuam na Prefeitura de Cascavel, serão enviados para ampliar as frentes de trabalho, chegando a 56. Somando a outros três que estão em Laranjeiras do Sul auxiliando na separação de doações, serão quase 60 detentos trabalhando, quadruplicando a força de trabalho.
O envio de mais mão de obra carcerária deve continuar. A expectativa é que, após os trâmites legais, cerca de 70 a 80 apenados estejam trabalhando em Rio Bonito do Iguaçu. Todos são acompanhados por policiais penais e possuem histórico de bom comportamento, entre outros requisitos.
Dos 49 presos trabalhando em Rio Bonito do Iguaçu (46 na cidade e três em Laranjeiras do Sul), 24 são do Programa Mãos Amigas, iniciativa do Governo do Estado que promove a reinserção social de pessoas privadas de liberdade por meio da prestação de serviços de manutenção, conservação e O programa alia reintegração social à valorização dos espaços públicos, beneficiando tanto as escolas quanto os participantes, que desenvolvem habilidades profissionais e senso de pertencimento social. São presos do regime fechado e semiaberto, com bom comportamento e que já cumpriram parte da pena.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Hudson Teixeira, ressaltou que essa iniciativa poderá ser utilizada durante todo o período de reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu. “Nós temos mais de 13 mil pessoas privadas de liberdade que trabalham, que prestam serviços para empresas, para os municípios e aqui não é diferente. Temos pessoas privadas de liberdade do projeto Mãos Amigas e que foram deslocados para cá, e também de outros serviços e empresas para dar rapidez na restauração dessas escolas e outros serviços que porventura sejam necessários”, explicou.
O restante dos presos trabalhando em Rio Bonito do Iguaçu não integram o programa. Eles são oriundos de canteiros de trabalho da PPPR e também de empresas terceirizadas parceiras da instituição. Esse grupo está na fase final de cumprimento da pena e, com o trabalho, conseguem a remição do período a ser cumprido, além de receberem auxílio-financeiro.
A chefe do Núcleo Regional de Educação de Laranjeiras do Sul, Adriane Almeida, destacou a importância do apoio dessa mão de obra para restabelecer, o mais rápido possível, as atividades nas unidades mais afetadas. “O Mãos Amigas tem feito a diferença no Paraná na questão das reformas e pequenos reparos nas escolas. É uma sacada fantástica que ajuda a sociedade, ao mesmo tempo em que eles são ressocializados. Isso é maravilhoso”, afirmou.
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